4. BRASIL 30.1.13

1. A BOA VIDA DE DEMSTENES
2. HSPEDE INCMODO
3. A FORA DO PMDB

1. A BOA VIDA DE DEMSTENES
Sem mandato e prestgio, o ex-senador Demstenes continua a desfrutar dos luxos da poca de parlamentar. Comemorou o Rveillon num dos melhores restaurantes de Paris, frequenta uma badalada academia, faz tratamentos em clnicas estticas e degusta vinhos
Josie Jeronimo e Adriano Machado (fotos), de Goinia 

FELIZ E ASSOVIANDO - No dia de seu aniversrio, o ex-senador Demstenes Torres saiu de casa de terno e gravata, mas no teve compromisso social: foi a uma clnica esttica e comprou iguarias para o jantar 

Apanhado nos grampos que ajudaram a condenar o contraventor Carlinhos Cachoeira a 39 anos e 8 meses de priso, o ex-senador Demstenes Torres perdeu o mandato de senador em junho de 2012 e foi afastado do Ministrio Pblico de Gois. Seis meses depois, porm, embora desprovido de cargo e prestgio, o ex-parlamentar do DEM no perdeu a pose nem a boa vida sustentada por luxos e prazeres dos tempos de parlamentar, quando foi considerado no Congresso uma espcie de paladino da tica, antes de ser flagrado em tramoias com o bicheiro. A fama de mocinho acabou, mas sua rotina continua  base do bom e do melhor.
 
Na quarta-feira 23, em seu primeiro aniversrio depois da queda, assistiu-se a uma pequena romaria na entrada do condomnio Parque Imperial, em Goinia, onde Demstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhes. Vestido de palet e gravata, Demstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manh. Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de aniversrio, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a uma clnica esttica. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demstenes tem aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.

Semanas antes de comemorar seu aniversrio, o ex-senador saiu-se bem quando enfrentou 20 minutos de fila no Vapt-Vupt  nome do Poupatempo em Goinia  para trocar o passaporte diplomtico, a que tinha direito como senador, pelo comum. Foi reconhecido por cidados annimos, que tiraram fotos com celular. A maioria o aplaudia, mas a funcionria Raquel Silva enquadrou a equipe de atendentes que ameaava entrar na algazarra: Coloquei o Demstenes numa fila. Quando o pessoal foi tirar foto, igual a uma celebridade, eu disse: Menos, gente, menos. Dias depois da cassao ele foi  rodoviria para renovar a carteira de motorista. Recebeu abraos e cumprimentos. O mesmo aconteceu em suas idas a supermercados. 

A situao se inverte quando Demstenes aparece nos lugares mais nobres da capital de Gois. Numa badalada academia de ginstica localizada na Praa do Ratinho, que frequenta h anos, o tratamento  outro  revelam os funcionrios. Antes, as pessoas daquele local, um dos pontos de concentrao do mundo endinheirado da cidade, formavam rodinha para ouvir histrias e perguntar sua opinio. Na ltima semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada. Um motorista de txi que costuma levar Demstenes at o aeroporto conta que recentemente ele estava muito animado e falante at a metade do caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: O rio Meia Ponte est parecendo uma cachoeira. Ele conta que aps ouvir a palavra cachoeira Demstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem em silncio. 

A vida de Demstenes depois da queda tem elementos que lembram um melodrama do sculo XIX, mas vrios captulos poderiam ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enlogo do planeta. Em dezembro, Demstenes esteve em Paris para passar o Rveillon e aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida Champs-lyses e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que custam em mdia 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o cliente opte pelo Bordeaux Chteau Lafite-Rothschild, safra 1846. O gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido nacionalmente depois que a Polcia Federal descobriu que Cachoeira lhe deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota mnima de 93 sobre 100 nas avaliaes disponveis de Robert Parker), pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se v, longe do Senado e dos holofotes da televiso que ajudaram a transform-lo num campeo da moralidade pblica, Demstenes continua um clice refinado e aplicado.

Hoje em dia ele s aparece em Braslia uma vez por semana e passa a maior parte de seus dias em Goinia. Foi ali que, h poucos dias, num jantar no restaurante Madero, degustou uma garrafa de Pra Manca (nota mnima de 86 na avaliao de Parker), que custa R$ 940. Em outra ocasio, numa visita  cantina San Marco, informou aos garons que faria um pedido modesto, para uma refeio rpida. Pediu um Sirah Incgnito, portugus cujo preo  R$ 450 (87 sobre 100 na avaliao de Parker). Ficou contrariado porque o estoque havia acabado. Acabou servindo-se de um Malbec argentino, o Anglica Zapata, a R$ 300 a garrafa (a qualidade varia, mas Parker deu 91 para a safra de 1997). Ao reunir trs procuradores para um encontro festivo, Demstenes pediu um Barca Velha, que pode chegar a R$ 1,4 mil nas boas safras. Como brinde de Natal, Demstenes distribuiu aos amigos e aliados polticos uma garrafa do sugestivo espumante portugus Terras do Demo, vendida a R$ 80. Procurado por ISTO para uma entrevista, Demstenes alegou que, orientado por seus advogados, preferia no dar depoimento nem responder a perguntas, mas ficou claro que ainda acumula poder no Estado. Instalada nas vizinhanas da residncia do ex-senador, a equipe de ISTO foi abordada por uma viatura policial, que pediu documentos.
 
Do ponto de vista legal, Demstenes tem algumas complicaes pela frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele ainda tivesse influncia para livrar-se de qualquer investigao interna, 82 procuradores de Gois assinaram um manifesto pblico exigindo que fosse aberta uma investigao sobre sua conduta. O caso hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministrio Pblico, que tem trs opes pela frente. Pode transformar o afastamento temporrio em permanente, sem maiores consequncias para Demstenes. Pode ainda aposent-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demisso, que implicaria perda de qualquer benefcio. 

Responsvel por arquivar as primeiras denncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministrio Pblico, o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos enfticos em que confirma a disposio de acelerar as investigaes contra Demstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral mandou dizer, atravs de uma assessora, que sempre atuou no Conselho de forma isenta, sem qualquer interferncia nas decises, como qualquer co nselheiro poder confirmar. Na prtica, o caso caminha devagar. Amigo de Demstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que j atrasou o processo em um ms.

A apreciao dos embargos apresentados pela defesa estava marcada para a tera-feira 29, mas j foi retirada da pauta, o que pode atrasar o exame geral do caso, inicialmente previsto para fevereiro. Com receio daquilo que, em outros tempos, Demstenes denunciava como pizza, na semana passada trs promotores do Ministrio Pblico de Gois circulavam por Braslia, procurando marcar audincias com os 13 conselheiros que tero a palavra final sobre o caso. Queremos um julgamento justo, em tempo razovel, afirma um deles, Reuder Cavalcanti. Ele entende que, numa deciso equilibrada, Demstenes no deve ter direito a aposentadoria compulsria porque passou os 13 anos fora do Ministrio Pblico.  por causa desse afastamento que defendemos a demisso. Para Luiz Moreira Gomes, que foi representante do Congresso no Conselho do Ministrio Pblico, j conseguiu uma nova eleio pelo voto dos deputados e aguarda uma deliberao do Senado que pode reconduzi-lo ao posto, o episdio de Demstenes tem um carter exemplar. A inrcia foi uma demonstrao de que o Ministrio Pblico no adota para si a conduta criteriosa que exige dos outros, afirma. 

Por causa de uma deciso do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Demstenes tambm enfrenta um inqurito criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Regio.  investigado por corrupo passiva, prevaricao e advocacia administrativa. Esse processo  mais demorado e no tem prazo definido para chegar a uma concluso. 

Ao perder o mandato, Demstenes ficou inelegvel at 2027. H poucas semanas, contestando o perodo em que no poder candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral para rever a deciso. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As incertezas da Justia colocam vrias opes no futuro poltico do ex-senador. Ele no foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem ser. Muitos deles tm interesse confesso em sua herana. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demstenes.
 
No plano pessoal, Demstenes pensa em atuar como advogado de grandes empresas. Atualmente, alm dos vencimentos como procurador (R$ 24 mil), Demstenes tem rendimentos como scio da Nova Faculdade, estabelecimento de ensino em Contagem, Minas Gerais. O dono da instituio  Marcelo Limrio, scio de Cachoeira em redes de laboratrios de Gois. Nas conversas em que fala de seus planos, Demstenes tem dito que, se for condenado pelo Conselho da Magistratura, poder advogar. Wellington Salgado, ex-senador e amigo fiel, j se disps a ajudar. 
 
Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira


2. HSPEDE INCMODO
H oito meses vivendo em uma sala de 20 metros quadrados da Embaixada brasileira em La Paz, O senador boliviano Roger Pinto apela  ONU para obter salvo-conduto do presidente Evo Morales e, enfim, embarcar para o Brasil
Alan Rodrigues

 INTOLERNCIA - O senador  apenas mais um alvo de Evo Morales, como tantos outros opositores que esto detidos ou se refugiaram no exterior

Sem ver o sol h mais de 240 dias, o senador boliviano Roger Pinto transformou uma sala de 20 metros quadrados, localizada no primeiro andar da Embaixada brasileira em La Paz, em escritrio e moradia. Vigiado por fuzileiros navais, o cmodo em que vive o parlamentar  um barulhento poltico do partido Convergncia Nacional (CN)   separado do resto da representao diplomtica por uma porta com tranca eletrnica. Ali ele faz suas refeies, dorme, recebe visitas, pratica exerccios em uma bicicleta ergonmica comprada pela embaixada e divide seu tempo entre leituras polticas e bblicas desde maio de 2012. H quase oito meses, a Embaixada do Brasil acolheu Roger Pinto como asilado, depois que ele alegou sofrer perseguio poltica e correr risco de vida. O senador no pode sair da Bolvia porque o governo Morales no lhe concede um salvo-conduto a fim de que embarque para o Brasil. Sua situao  semelhante  do jornalista australiano Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, refugiado na Embaixada do Equador em Londres h sete meses.

Lder da oposio no Congresso boliviano, Roger Pinto diz ser alvo de perseguio desde que acusou o presidente Evo Morales de ser complacente com a corrupo e o narcotrfico. A base financeira de sustentao do governo de Evo Morales  o narcotrfico, denunciou Roger Pinto, antes do asilo. Sem o salvo-conduto, o parlamentar boliviano fica impedido de pr os ps nas ruas do seu pas. Para solucionar essa querela que completar oito meses na segunda-feira 28, os partidrios de Roger Pinto desencadearam nos ltimos dias uma campanha internacional de solidariedade ao poltico. Encaminhamos um pedido junto  ONU e  OEA para mediar essa crise que a cada dia ganha contornos ainda mais desumanos e complicados, revela o deputado Adrin Esteban, da Convergncia Nacional.  um absurdo como o governo da Bolvia trata um assunto que envolve os direitos da pessoa em uma queda de brao poltica, argumenta Esteban. Em carta enviada por Roger Pinto  presidenta Dilma Rousseff no pedido de refgio, o parlamentar disse que teria urgncia em deixar a Bolvia. Se o meu pai colocar os ps para fora da embaixada, ele pode ser assassinado. Algum tem que nos ajudar a resolver esta crise, desabafa Denise Pinto, filha do senador. Denise  a nica familiar do senador que ainda vive em solo boliviano. A mulher do poltico asilado e as outras duas filhas dele mudaram-se para o Acre, Estado fronteirio com a Bolvia.

MEDIADOR - O ministro Jos Eduardo Cardozo tentar resolver o impasse
 
A deciso do governo brasileiro de acatar o pedido de asilo contrariou as autoridades bolivianas, especialmente o presidente Evo Morales, que considera o senador Roger Pinto um inimigo poltico. O Itamaraty tem feito gestes para que a situao no se prolongue mais. Mas os diplomatas brasileiros no tm tanta esperana de que o governo boliviano recue da posio de no conceder o salvo-conduto. O governo da Bolvia justifica a negativa na emisso do documento alegando que o parlamentar responde a mais de 20 processos tribunais bolivianos. Isso  um desrespeito, indigna-se o senador brasileiro Srgio Peteco (PSD-AC), que acompanha de perto as negociaes. Alm do apoio dos organismos internacionais, a esperana de familiares e amigos do senador Roger Pinto para a soluo do conflito ser a chegada  Bolvia no dia 7 de fevereiro do ministro da Justia, Jos Eduardo Cardozo.  


3. A FORA DO PMDB
Desde a Constituinte, o PMDB nunca acumulou tanto poder. Com isso, refora o papel de principal aliado do governo e pode ganhar musculatura para voos prprios em 2018
Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres

 O PODERIO DO COADJUVANTE - A partir do prximo ms, o PMDB ser o dono dos trs postos da linha sucessria da presidenta Dilma Rousseff: vice-presidncia da Repblica, ocupada porMichel Temer, e presidncias da Cmara e do Senado, com as eleies de Henrique Alves e Renan Calheiros
 
Com a eleio praticamente certa de Renan Calheiros para o comando do Senado e de Henrique Eduardo Alves para a Cmara, o PMDB retoma o controle das duas Casas legislativas como no fazia desde a Assembleia Constituinte h mais de 25 anos. Ter ainda o domnio sobre os trs postos da linha sucessria, uma vez que j ocupa a vice-Presidncia da Repblica com Michel Temer. O efeito prtico disso  uma capacidade incomparvel de barganha com o Executivo. Mas o que alimenta os sonhos mais fisiolgicos dos peemedebistas traz embutida uma contradio. As conquistas ou derrotas polticas dos prximos dois anos podero ser diretamente creditadas, ou debitadas, na conta do partido. Uma responsabilidade quase inconveniente para uma legenda que dispensou o protagonismo de seus fundadores para encarnar o papel de coadjuvante e aliado principal do governo. 

O PMDB de hoje  uma espcie de avesso do MDB da Anistia, das Diretas J e da Constituinte. No  mais um partido de grandes nomes, como Ulisses Guimares, Tancredo Neves e Franco Montoro, mas de cargos e cifras. Uma agremiao poltica que se revela poderosa pela capacidade de compor e tem se tornado uma mquina de eleger prefeitos e deputados. Nas eleies do ano passado, por exemplo, conquistou 1.024 das 5.568 prefeituras em disputa, ou 18,4% do total. Bem  frente do PSDB com 702 municpios e do PT com 635. A preocupao em encravar sua bandeira nos milhares de distritos polticos do territrio nacional est na raiz da atual lgica partidria da legenda. Se no velho MDB o poder emanava de cima para baixo, no PMDB ocorre de baixo para cima. Engloba, dessa maneira, interesses dos mais diversos recantos do Brasil. 

A ausncia de ideologia garante aos peemedebistas liberdade para alianas ao sabor de seus interesses regionais. O tamanho e a capilaridade se traduzem no imprescindvel papel de fiador da estabilidade institucional. Foi assim com Jos Sarney, depois com o tucano Fernando Henrique e at hoje com Lula e Dilma. Foi excludo por Fernando Collor, que rompeu com a legenda e no terminou o mandato.  um superpartido, diz o cientista poltico Antnio Lavareda. O sucesso do PMDB, segundo ele, est na habilidade de colocar a estrutura do partido a servio tanto de interesses paroquiais de prefeitos, como das articulaes nacionais com o Planalto.

Na lgica interna partidria h uma diviso de tarefas. Os articuladores polticos fazem o papel institucional, dialogam com os demais partidos e discutem a aprovao de projetos. Os fisiologistas cobram a fatura pelo apoio da legenda. Um exemplo de articulador  o prprio Temer, conhecido por seu perfil diplomtico. Entre os fisiologistas, destaca-se o deputado federal Eduardo Cunha (RJ), candidato a lder do partido na Cmara. Um profissional do toma l da c que no mede esforos para conseguir o quer. Os papis, embora opostos, so complementares. Temer e Cunha se renem semanalmente para discutir sobre as estratgias partidrias. Participam das conversas outras figuras de proa como Henrique Alves, Renan Calheiros, Jos Sarney e Romero Juc.
 
Esse colegiado substitui a figura de um lder central a ditar regras e posies partidrias  como ocorre no PT de Lula. Para o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antnio Queiroz, o tamanho do PMDB  resultado dessa diviso de poder entre caciques regionais. A unio dessas foras d corpo aos pleitos e projetos do partido. 

Por ironia e convenincia, esse sucesso  atribudo pelos atuais lderes ao legado de Ulisses. Ele nos deixou essa capacidade de dialogar e decidir o melhor caminho , afirma o deputado Henrique Alves (RN). No  uma opinio consensual. O senador Pedro Simon (RS) reclama que sequer foi ouvido, nem a bancada, sobre a escolha de Renan para suceder Sarney e teme que o futuro da legenda esteja na mo de radicais. Aos que se beneficiam de ter o PMDB como aliado, porm,  preciso saber que, entre os peemedebistas, h quem acredite que o desgaste da polarizao PT-PSDB d ao PMDB oportunidade histrica de voltar a ser protagonista.

